domingo, 13 de julho de 2014

“Destino”, uma obra prima do Surrealismo

      O que esperar da coprodução entre Salvador Dalí e Walt Disney de uma obra sobre o amor e o tempo? É o que se vê em “Destino”, um curta surrealista com direto a metamorfoses, cabelo que vira lírios, um homem tentando se desprender de um relógio e muitas outras construções da inconsciente humano que conta a história de Chronos, a personificação do tempo, a procura de seu amor verdadeiro. O traçado é próprio de Walt Disney, porém a característica mais forte da obra é a surrealidade de Dalí objetos “derretendo”, sofrendo mutações, servindo para qualquer função menos para a sua de origem. Também é impressionante o quanto a trilha sonora é cativante, tem uma dinâmica incrível, dá clímax à história, acalma, depois cresce novamente especialmente porque não há falas, ela é a única força de expressão dos personagens, além de seus rostos e gestos. Os seis minutos de loucura e amor são, surrealisticamente, cativantes. 

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